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Não é possível comer uma banana pão crua, pelo simples fato de que o processo que transforma o amido presente na fruta em açúcar não ocorre adequadamente nela. O amido, como se sabe, é uma espécie de carboidrato que, ao ser digerido, transforma-se em glicose.

O problema é que ele é um produto pobre em nutrientes, e algumas vezes só utilizado para dar consistência a massas, bolos, molhos, entre outros preparos.

Além disso, ele dificulta a absorção de ferro, pode obstruir gravemente o intestino e é de difícil digestão se não for cozido suficientemente.

Logo, o ideal mesmo é o seu cozimento por pelo menos dez minutos, a fim de que possa tornar-se facilmente digerido pelo organismo.

A banana pão também em conhecida, em algumas regiões do Brasil, como banana-da-terra, banana-figo, pacova, entre outras denominações. Mas acredita-se que ela seja originária da Ásia e trazida para o Brasil durante o seu processo de colonização, por volta de 1500.

Ela pode ser facilmente identificada entre as dezenas de espécies de variedades que são cultivadas em todo o mundo. O seu tamanho varia entre 25 e 30cm, pesa geralmente em torno de meio quilo, tem uma aparência mais achatada na frente, uma cor amarela em seu exterior (com manchas pretas quando estão maduras), entre outras características.

Apesar de não poder ser comida crua, a banana pão é bem mais versátil do que a maioria das espécies, já que pode ser consumida no café da manhã, como ingrediente de saladas, sopas, cozidos, peixes, além de inúmeras outras possibilidades, geralmente associadas à pratos exóticos e não-convencionais.

Algumas fatias de banana pão fritas, envolvidas em açúcar e canela, são um verdadeiro deleite! Mas até mesmo quando ainda estão verdes podem ser aproveitadas em pratos à base de frutos do mar e carnes.

Completam as suas qualidades, uma excelente quantidade de potássio, ferro, magnésio, cálcio, entre outras vitaminas e sais minerais. Por isso mesmo, é bastante recomendada para quem se recupera de transtornos como disenterias, ou qualquer outro evento caracterizado pela perda de líquidos, pois ela é uma das frutas que melhor ajudam a repor sais minerais.

No entanto, aconselha-se a moderação do seu consumo por parte de indivíduos que fazem dietas e também por pacientes renais. No primeiro caso, as suas grandes quantidades de calorias certamente comprometerão o processo. E, no segundo, os seus altos níveis de potássio exigem um funcionamento adequado dos rins, para a eliminação adequada do seu excesso.